O argueiro e a trave

Quando tivermos de censurar ou corrigir, façamos com escrupulosa preocupação esta pergunta a nós próprios:
será que nunca cometemos esse erro? E ficamos curados dele?

… Mesmo se nunca o tivermos cometido, lembremo-nos de que somos humanos e de que podíamos tê-lo cometido.

Se por outro lado o tivermos cometido no passado, lembremo-nos da nossa fragilidade para que a benevolência e não o ódio nos dite reprovação ou censura.

Venha o culpado a tornar-se melhor ou pior com a nossa censura benévola – pois o resultado é incerto – ficaremos ao menos seguros de que o nosso olhar se manteve puro.

Mas se na introspecção descobrirmos em nós o mesmo defeito que pretendemos repreender, em vez de admoestar com reprimendas o culpado, choremos com ele;
não lhe peçamos que nos obedeça, mas que partilhe o nosso esforço.

Santo Agostinho (354-430),

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